CENTÚRIAS

METAL FEITO COM PAIXÃO - Por Ricardo Batalha (Roadie Crew)

O Centúrias foi formado em agosto de 1980, em São Paulo (SP), por Paulo Thomaz "Paulão" (bateria), Paulinho (guitarra), Eduardo Camargo (vocal), Cacá (baixo) e Guina (teclado), e, em pouco tempo, transformou-se em uma das bandas mais queridas do underground paulistano, com shows sempre concorridos e com alta dose de adrenalina e garra demonstrada por parte de seus integrantes. Com isso, conseguiu a façanha de estar presente em um dos primeiros registros fonográficos da cena nacional, a coletânea "SP Metal 1". Mas o processo até lá não foi nada fácil, pois as mudanças na formação se tornariam constantes na carreira. As primeiras foram a saída de Guina, já que a banda optou por não mais fazer um som no estilo do Rainbow e ficou sem teclado; e Cacá, substituído por Marco Aurélio "Malhão". E isto não foi só, pois às vésperas da gravação do "SP Metal" havia tensão no ar com uma nova desestabilização do line-up, com a troca de Malhão por Marcio Milani e a saída de Paulinho no meio da gravação. Desta forma, o guitarrista Fausto se juntou a Edu, Paulão e Milani, para gravar as clássicas e históricas faixas Duas Rodas e Portas Negras. A aceitação foi ótima, mas aí foi a vez de Milani ceder seu posto para o baixista Renato. Depois disto, com diversos shows e o status de banda grande para os padrões da época, o Centúrias fazia por merecer um álbum. Luiz Calanca, da Baratos Afins, que havia sido o idealizador da coletânea, não perdeu tempo e deu mais esta oportunidade. Naquela fase, o Centúrias estava totalmente reestruturado, coeso e forte, fazendo uma perfeita mescla entre o Heavy Metal e o Hard Rock. Paulo Thomaz (bateria), Eduardo Camargo (vocal), Adriano Giudice (guitarra, irmão de Ricardo Giudice, do Abutre) e Rubens Guarnieri (baixo), entraram em estúdio no mês de outubro de 1985 e mesmo com todas as dificuldades encontradas com o precário equipamento que dispunham, conseguiram gravar um dos melhores álbuns de Hard Rock cantado em língua portuguesa, o EP Última Noite, que saiu em fevereiro de 1986. Lá estão presentes a clássica Duas Rodas, Rock na Cabeça, Chama de Pouca Idade, Inferno Fácil, Última Noite e Não Pense Não Fale, uma das melhores composições ao lado de Portas Negras. Tempos depois, por diferenças musicais, o Centúrias mudou novamente seus integrantes, restando somente o baterista demolidor Paulão do line-up original. Entraram o vocalista César "Cachorrão" Zanelli, vindo do Santuário, o baixista Ricardo Ravache (baixo) e o guitarrista Marcos Patriota, ambos vindos do Harppia, onde gravaram outro registro histórico da Baratos Afins, o EP A Ferro e Fogo. Com esta formação a banda realizou outro trabalho antológico, o LP Ninja, que continha as faixas Senhores da Razão e Fortes Olhos, que faziam sucesso nos shows, como o ocorrido no Espaço Mambembe no dia 12 março de 1987, apelidado de "No Poser". Os anos foram passando com Paulão sempre acreditando no potencial do Centúrias e dando o sangue para que a chama não se apagasse. Entretanto, os tempos eram outros. O Thrash Metal dominava a preferência dos fãs, quase todas bandas nacionais cantavam em inglês e uma, em especial, surgia com destaque, o Sepultura. O Centúrias, infelizmente, encerrou suas atividades e entrou para a história da música pesada no Brasil. A seguir, "Paulão" Thomaz, Adriano Giudice e César "Cachorrão" Zanelli falam mais sobre a carreira da banda.

Roadie Crew: Explique o porquê do nome adotado pela banda. Como foram as primeiras reações das pessoas ao nome e ao som?
Paulão: O nome foi dado por Régis Tadeu, hoje editor da revista Mosh. As primeiras reações foram boas, pois o nome combinava com tipo de som que fazíamos.

Roadie Crew: Como foram os primeiros ensaios? Quais foram as primeiras composições e quem eram os responsáveis pela criação?
Paulão: As primeiras composições foram Duas Rodas e Dez anos Mortos, está última que não chegamos a gravar. A criação das músicas ficava a cargo de Paulinho e Cacá, sendo que a letra de Duas Rodas é minha.

Roadie Crew: Quais eram as influências musicais da banda?
Paulão: Black Sabbath e Deep Purple.
Cachorrão: Na minha época estava mais para Judas Priest, Motörhead, Anthrax, Accept e Raven.

Roadie Crew: Quando e onde foi o primeiro show? Como foi a resposta do público?
Paulão: Nosso primeiro show foi no dia 31 de outubro de 1981, no extinto Teatro Idema, no bairro Jabaquara, em São Paulo. Na época o Centúrias tinha o tecladista Guina e fazíamos um som mais na linha do Rainbow.

Roadie Crew: Fale sobre a criação do logotipo e da postura visual do Centúrias.
Paulão: O logo foi criado por Edu Camargo, que remetia aos Centuriões, os comandantes de uma centúria na milícia romana. A postura visual era com couro e tachinhas, o começo do Heavy!

Roadie Crew: Como se deu o convite para integrar o "SP Metal"?
Paulão: O Luiz Calanca, dono da Baratos Afins, assistiu a um show e o convite partiu daí.

Roadie Crew: Por que escolheram as duas faixas que integraram o LP? Como foi esta escolha?
Paulão: Escolhemos por serem duas músicas bem distintas. A Portas Negras no estilo do Iron Maiden e a Duas Rodas mais Hard Rock, mostrando assim o estilo da banda.

Roadie Crew: Conte alguns detalhes e curiosidades do processo de gravação das músicas para o "SP Metal".
Paulão: Como foi o primeiro disco de Heavy Metal nacional gravado, não tínhamos experiência nenhuma. As guitarras eram gravadas direto na mesa de som, e como eram muitas bandas o tempo era muito curto para gravar. Era uma banda atrás da outra!

Roadie Crew: Como foi a receptividade do público após o lançamento do LP?
Paulão: Foi um lançamento histórico! Além do sucesso de todas as bandas, o LP abriu as portas para muitas outras bandas gravarem com uma estrutura melhor.

Roadie Crew: Como era a união das bandas participantes?
Paulão: Não havia competição, as bandas se ajudavam mutuamente, emprestando equipamento, instrumentos etc. Era do caralho!
Cachorrão: Quando eu estava no Centúrias havia mesmo muita união entre as bandas. Como estávamos no mesmo barco era interessante para todos que houvesse essa união.

Roadie Crew: Como o lançamento do "SP Metal" ajudou a carreira da banda?
Paulão: Na realidade foi aí que o Centúrias começou a existir. Tocávamos em todas as rádios Rock e ganhamos o respeito do público e da mídia.

Roadie Crew: Paulão, como você se sente sendo um músico que participou da criação da cena do Metal nacional? Como pode comparar o nosso cenário na época do "SP Metal" com o que temos atualmente?
Paulão: Tenho muito orgulho de ter ajudado a começar tudo isso. Naquela época era tudo mais inocente e amador, hoje em dia as bandas não se interessam em ajudar as outras, é cada um por si. Por outro lado, está tudo mais profissional.

Roadie Crew: Cachorrão, mesmo não tendo participado do "SP Metal" com o Centúrias e com sua banda anterior, Santuário, como você analisa o projeto?
Cachorrão: A idéia foi ótima. O Luiz Calanca praticamente abriu as portas para as bandas nacionais com o "SP Metal" e depois com outros lançamentos. Nessa época participei da coletânea "São Power", lançada pela Devil Discos, com o Aerometal.

Roadie Crew: Quais as outras bandas nacionais daquela época vocês destacariam?
Paulão: Patrulha do Espaço, Golpe de Estado, Karisma, Harppia, Korzus, Cérbero e todas as outras que participaram das duas edições do "SP Metal".
Adriano: Abutre, Golpe de Estado e A Chave do Sol.
Cachorrão: Todas as citadas acima e mais o Vodu, Ratos de Porão, Anthares e Cova.

Roadie Crew: Adriano, por que você deixou o Centúrias após um trabalho grandioso de guitarra executado no EP Última Noite? O que poderia falar sobre a sua época na banda?
Adriano: Entrar de cara em uma banda que liderava o movimento Heavy Metal da época foi sensacional. Gravar o EP foi algo que ajudou muito o meu desenvolvimento naquele momento. Os músicos tinham muita qualidade e foi fácil sair com composições que agradavam o público.

Roadie Crew: Cachorrão, o que pode falar em relação a fase do álbum Ninja, primeiro álbum ('full lenght') do Centúrias? A banda estava bem entrosada naquela época e fazia shows com freqüência, não é mesmo?
Cachorrão: Sim, fazíamos shows no Espaço Mambembe, Projeto SP e outras casas da época. Uma coisa que lamento é não termos tocado mais vezes fora de São Paulo. Quanto ao entrosamento, era muito bom. Ensaiávamos muito e isso ajudou bastante na gravação do Ninja.

Roadie Crew: Por onde andam e o que fazem os músicos atualmente?
Paulão: Não sei se pararam de tocar, mas o Ricardo Ravache está na ativa com o Harppia e eu com o Baranga.
Adriano: A maioria ainda toca, mas em casa com amigos. Nada profissional, só lazer. Profissionalmente somos engenheiros, publicitários etc.
Cachorrão: Eu nunca disse "não quero mais saber disso...", mas até hoje não me senti animado para começar tudo de novo. Quem sabe um dia...

Roadie Crew: De todas as bandas participantes das duas edições do "SP Metal" somente o Korzus e o Salário Mínimo ainda estão na ativa. Por que o Centúrias se separou? O que ocorreu?
Paulão: Depois de muitas formações, a banda perdeu sua identidade, sendo que na última, que gravou o LP Ninja, todos os integrantes resolveram para de tocar, menos eu.
Cachorrão: Na minha visão, eu não sei se o Centúrias tinha uma identidade, a banda tinha uma marca e essa era o Paulão. As mudanças nas formações eram constantes e a cada mudança o estilo também ia mudando. Sobre o fim, tínhamos terminado de gravar o Ninja e não havia muita perspectiva de que algo ia mudar no cenário, talvez isso tenha nos desmotivado um pouco. Acho que não soubemos lidar muito bem com essa situação na época. Como disse, essa é uma visão minha. Até hoje não entendi muito bem o que aconteceu.

Roadie Crew: Paulão, depois do fim das atividades do Centúrias você formou e gravou com o Firebox, uma banda de Heavy Metal clássico. Conte-nos um pouco sobre a história do Firebox.
Paulão: O idealizador do Firebox foi o conceituado professor de guitarra Michel Perrie, que tocava no Jaguar, uma banda de Heavy Metal e Rock que tinha como baterista o José Luiz, que mais tarde tocaria na Chave do Sol. Eu havia terminado com o Centúrias, então encontrei o Michel na primeira passagem do Motörhead no Brasil, no show realizado no Projeto SP. Daí veio o convite para fazer um som com ele e o Marcelo Araújo, um guitarrista muito bom. Pouco tempo depois o Michel chamou um baixista muito técnico, mas além de tudo muito gente fina e bem humorado, o Luis Mariutti. Então criou-se um clima de união e inspiração. Fizemos bons temas que mais tarde fariam parte do segundo disco da banda. Ficamos cerca de três anos juntos, mas, no meio do caminho, criou-se a Angra e o Luis foi chamado para integrar a banda. No seu lugar entrou o Neto, um baixista muito experiente, músico da noite que passou por muitas bandas, entre elas o Big Balls. Infelizmente a química já não era mais a mesma, chegamos a gravar o primeiro e único disco da banda, intitulado Out Of Control, lançado em 1993, mas com essa formação o Firebox não foi muito longe. O Neto saiu pouco tempo depois e eu já desanimado também. O Michel e o Marcelo continuaram mais uns dois anos e a banda foi dissolvida em 1999.

Roadie Crew: E quanto às bandas posteriores ao Firebox, como o Cheap Tequilla, a sua passagem pelo Harppia e a atual, Baranga?
Paulão: Após sair do Firebox eu queria partir para outros projetos, estava desacreditado do Heavy Metal, então fui tocar Rock'n'Roll, que na verdade é a minha essência como baterista. O Cheap Tequila nasceu de uma jam que fiz com um grande guitarrista que mandava 'slide guitar' como ninguém, Ricardo Vignini. Tocávamos covers lado B, tipo Foghat, Alice Cooper, Lynyrd Skynyrd etc. Foi 'du caralho', era diversão pura e até pintou uma certa grana. Daí começamos a compor, gravamos o primeiro e único CD em 1998. Inauguramos o estúdio Mr. Som do Pompeu e do Heros, ambos da banda Korzus. Foi uma experiência importante, pois aprendi a tocar bateria de um jeito mais profissional, respeitando dinâmica, tempo e com simplicidade. Aprendi que menos é mais! Mas aí meus companheiros mudaram de estilo para o lado mais regional, abandonando o Rock e óbvio que eu caí fora. Nessa altura estava muito puto com o cenário e com a falta de atitude das bandas, pois os caras só queriam ser virtuoses em seus instrumentos, mas não desisti. Fui a luta novamente e me juntei então com o Xande Saraiva que trabalhava de roadie no Cheap Tequila, bom guitarrista de Rock'n'Roll e escrevia letras muito a ver com o Rock - mulher, cerveja, carros, motos -; com o Deca, guitarrista nada convencional e completamente doido do recém acabado Pit Bulls On Crack - banda meio Punk, que obteve um certo sucesso na mídia alternativa; e, por fim, Ricardo Schevano, baixista que com uma pegada incrível veio colocar mais peso à banda com seu Rickembaker. Formamos assim o Baranga em fevereiro de 2000. E estamos aí, por incrível que pareça, com a mesma formação, com um CD-Demo de cinco músicas lançado em 2001; o primeiro oficial homônimo produzido por Heros Trench e que saiu em 2003, com onze músicas em português e com pé fincado no Rock'n'Roll pesado. Estamos gravando o segundo CD, que deverá sair até março de 2005 e se chamará Diabolo, com dez composições próprias, também produzido por Heros Trench no estúdio Mr. Som.

Roadie Crew: Por que você resolveu deixar o Harppia?
Paulão: Saí do Harppia porque quero me dedicar totalmente ao Baranga e no Brasil é muito complicado se dedicar a duas bandas de som próprio.

Roadie Crew: E você, Cachorrão, o que fez musicalmente após o fim do Centúrias?
Cachorrão: Fizemos alguns shows com covers do Judas Priest em 1989 e 1991, com músicos do Centúrias e mais o Hélcio Aguirra do Golpe de Estado e ex-Harppia. Depois disso virei público (risos).

Roadie Crew: Em 2004 foi realizado um show histórico de reunião do Centúrias, que também contou com a presença do Harppia, banda que você integrou por um tempo. Conte-nos como foi o show e de quem foi a idéia deste evento comemorativo aos vinte e cinco anos do Metal nacional.
Paulão: Este foi um evento feito com muito carinho e emoção. A idealização foi de Tadeu Dias, jovem guitarrista, fã de Centúrias, e que para surpresa minha havia tirado todas as músicas, nota por nota... Aí não teve jeito, armamos um novo o time da época do Ninja, que era Cachorrão, o Ravache e o Tadeu na guitarra e fizemos o Ninja inteiro. A parte do Última Noite foi feita com três participações especiais, o Edu Camargo no vocais - que ficou no Centúrias desde o começo até a gravação do EP, Última Noite -, Marco Aurélio - que tocou baixo na formação anterior do "SP Metal", portanto, um dos fundadores da banda - e, por fim, o Xande Saraiva do Baranga, que tocou guitarra em Rock na Cabeça e Duas Rodas. O restante do pessoal eu perdi totalmente o contato e não tive como chamar para tocar, pois na realidade eu nem sabia se eles estavam tocando ou não.
Cachorrão: O Tadeu Dias é um excelente guitarrista e o show foi muito legal. A banda estava bem entrosada e para mim foi como se estivéssemos tocando novamente no Espaço Mambembe ou no Projeto SP em 1987 ou 1988!

Roadie Crew: Adriano, você chegou a ser convidado para tocar neste show de reunião do Centúrias? Você sente falta de estar no palco tocando?
Adriano: Não fiquei sabendo do show. Sinto vontade de tocar bem alto para um grande público. É muita adrenalina!

Roadie Crew: Existem planos para o retorno do Centúrias?
Paulão: Não, aquela química dos anos 80 não existe mais.
Cachorrão: Que eu saiba não. Eu acho que a força do Centúrias ainda está aí e as músicas ainda se encaixam no contexto atual. É uma pena desperdiçar tudo isso. Por mim, o Centúrias poderia retornar, mas não posso falar pelos demais.

Roadie Crew: Deixem uma mensagem final para a nova geração, que não teve contato direto com a época do "SP Metal".
Paulão: Foram bandas que vieram do underground e fizeram sua história com muito esforço e dedicação, é importante conhecê-las. Quero agradecer duas pessoas importantes, que sempre ajudaram a divulgar esta história, os meus amigos e irmãos Ricardo Batalha e Régis Tadeu. Obrigado.
Adriano: Hoje existe uma ambiente bastante favorável para se fazer um som com qualidade. Abrimos muitas portas, que serviram de caminhos para a realidade de hoje. O público cresceu muito e os fãs de Rock se multiplicaram. Acho que a nova geração tem que aproveitar o momento e fazer acontecer. Vale a pena entender o movimento da época do "SP Metal", e conhecer os trabalhos memoráveis.
Cachorrão: Como disse o Adriano, "a nova geração deve aproveitar o momento e fazer acontecer", só que estou vendo muita banda cover na programação das casas do circuito do Rock. Nada contra, mas acho que as novas bandas deveriam investir mais em material próprio e as casas deveriam abrir mais espaço para elas.

Site: www.centurias.com.br

RAIO-X
Nome completo: Paulo Thomaz Soeiro Rodrigues Alves
Idade: 44 anos
Data e local de nascimento: 22/07/1960, em São Paulo (SP)
Estado civil: Casado
Como aprendeu a tocar: autodidata, influenciado pelo Junior, o baterista do Patrulha do Espaço
Quando começou a gostar de Heavy: Ouvindo os primeiros discos do Black Sabbath
Primeiro show de Rock que assistiu: Patrulha do Espaço, em 1975
Primeiro disco e camiseta de Rock que comprou: O disco foi a coletânea do Slade chamada Sladest; e a camiseta foi uma do Jimmy Page, da loja Stoned Shirts, famosa loja de camisetas da rua Augusta nos anos 70
Bandas em que tocou: Centúrias, Firebox, Korzus, Cheap Tequila, Harppia e, atualmente, Baranga
Lugar onde mora atualmente: Interlagos, em São Paulo (SP)
Melhor banda de todos os tempos: Motörhead, AC/DC, Led Zeppelin e Judas Priest
Site: www.paulaobatera.com.br

RAIO-X
Nome completo: Adriano Giudice
Idade: 33 anos
Data e local de nascimento: 10/12/1970, em São Paulo (SP)
Estado civil: Casado
Como aprendeu a tocar: Em casa com a família
Quando começou a gostar de Heavy: Aos dez anos de idade
Primeiro show de Rock que assistiu: Van Halen no Ibirapuera, em São Paulo (SP)
Primeiro disco e camiseta que comprou: Van Halen - Women And Children First
Bandas em que tocou: Centúrias
Lugar onde mora atualmente: Moema, em São Paulo (SP)
Melhor banda de todos os tempos: Van Halen com David Lee Roth. Atualmente, o Deep Purple com o Steve Morse.

RAIO-X
Nome completo: Nilton César Zanelli
Idade: 38 anos
Data e local de nascimento: 03/10/1966, em São Paulo (SP)
Estado civil: Casado
Como aprendeu a tocar: Fiz aulas de canto por uns seis meses
Quando começou a gostar de Heavy: com 14 anos
Primeiro show de Rock que assistiu: Festival da Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, em 1982
Primeiro disco e camiseta de Rock que comprou: AC/DC - Dirty Deeds Done Dirt Cheap e a camiseta foi uma do Glenn Tipton e KK Downing (Judas Priest)
Bandas em que tocou: Aerometal, Santuário e Centúrias
Lugar onde mora atualmente: Pompéia, em São Paulo (SP)
Melhor banda de todos os tempos: Judas Priest